Embora Jesus tenha vivido num tempo e cultura de fortes preconceitos contra a figura feminina, Ele veio rompendo paradigmas e fez questão de honrar as mulheres, dando-lhes espaço para atuarem no ministério.
“... e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.” - Lucas 8:2,3
Muito se fala dos doze homens que acompanharam Jesus durante o seu ministério, mas há um grupo de mulheres que lhe foi fundamental e ocupou um papel importantíssimo em sua missão.
Embora Jesus tenha vivido num tempo e cultura de fortes preconceitos contra a figura feminina, Ele veio rompendo paradigmas e fez questão de honrar as mulheres, dando-lhes espaço para atuarem no ministério.
Diz a Palavra que Maria Madalena e Joana (que haviam passado por radical libertação), além de “muitas outras”, prestavam assistência a Jesus com seus bens. Essas “obreiras”, movidas por um santo amor pelo Mestre, procuravam fazer de tudo para que nada lhe faltasse, inclusive investindo finanças e disponibilizando aquilo que possuíam de material para prover os recursos que um ministério itinerante exigia.
Some-se a isso o fato de que a maioria delas possuía sua própria família (Joana, por exemplo, ele esposa de um alto funcionário do governo romano), tendo que responder pela administração doméstica e cuidado com filhos e maridos, temos que admitir que estas heroínas pagaram um preço muito alto para desempenharem seu ministério. Não seria estranho, inclusive, dizer que o preço que pagaram foi maior que o dos homens, se pensarmos do ponto de vista dos afazeres e das barreiras culturais que tiveram que administrar.
O papel da equipe feminina no ministério de Jesus foi além dos bastidores. Talvez alguns “fariseus de plantão” nos nossos dias admitam que a mulher possa cooperar “por trás das cortinas”, mas nunca sendo honrada e assumindo liderança ou papel de destaque. Entretanto, Jesus teve um outro coração. À Samaritana, depois de restaurá-la, permitiu que fosse “missionária” em sua aldeia e por conta do seu testemunho e pregação, muitos se converteram.
Já parou para pensar que as boas novas da ressurreição foram confiadas a algumas mulheres, antes de mais ninguém? Sim, foram elas que, movidas por seu inabalável amor, decidiram cuidar do corpo morto de Jesus e, premiadas por sua devoção, voltaram com a maior notícia de todos os tempos: “Ele ressuscitou!”
Quando a Igreja nasceu, os doze de Jesus já haviam entendido o papel das mulheres no ministério. Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, cento e vinte pessoas receberam o Espírito Santo. Só “marmanjos”? Nem de longe. A Bíblia diz que “subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1:13,14). Note que, após dar a lista dos figurões (Pedro, Tiago, João, etc...), Lucas diz que todos estes perseveravam unânimes em oração “com as mulheres”. Não sei se você tem esta impressão, mas a mim me parece que quem puxava o movimento de oração naquele embrião de igreja eram “elas”.
Pois é, não é de hoje que avivamentos acontecem a partir da intercessão feminina... Mas não é só isso! A partir do nascimento da igreja, as mulheres exerceram liderança, cooperando com os homens no pastoreamento. Priscila e Áquila, por exemplo, foram discipuladores de Paulo e depois se tornaram seus cooperadores no ministério. É interessante, inclusive, notar que sempre que o casal recebe uma referência na Bíblia, o nome de Priscila vem antes do nome do marido, o que era absolutamente incomum na época. Talvez isso indique que o ministério dela era mais evidente, embora ministrassem juntos (At 18:2,18; Rm 16:3 e I Co 16:19). O próprio Paulo, que parece ser contra o ministério da mulher ao instruir a igreja de Conrinto sobre o tema, refere-se a algumas delas que pessoas que “trabalhavam no Senhor” (Rm 16:12,16). Na verdade, o ensino de Paulo visava, não anular o papel de liderança da mulher, mas deixar claro que ela precisa estar sujeita à autoridade do seu marido para exercer o ministério sob essa prerrogativa.
Nos nossos dias, graças a Deus, a igreja redescobriu o potencial feminino e, debaixo da unção do Espírito e na força da visão celular, elas têm levantado multidões e realizado proezas. O avivamento celular, aliás, começou na Coréia com o levantar de um exército feminino pelo visionário David Yong Cho. Que siga assim! No nosso meio, elas não receberão restrição para conquistar. Afinal, se até o ministério de Jesus contou com tão fundamental apoio, não seria eu o bobo a recusá-lo...
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