Cornélio, que tinha muita sede de Deus, ao saber que seria visitado em sua casa por Pedro e outros discípulos de Cristo, tratou de chamar para a reunião seus amigos e familiares.
“Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” Atos 16:31
Uma das maiores evidências de que uma pessoa está tendo uma experiência com Jesus é o desejo que ela tem de compartilhar aquilo com outras pessoas do seu círculo de relacionamento. Na verdade, a salvação de uma vida abre o leque para que o evangelho alcance muitas outras.
Neste tempo em que estamos nos dedicando a ministrar nas “casas de paz”, é bom trazermos essa verdade em mente. Não só aquela pessoa que abriu as portas é alvo do amor de Deus, mas muitas outras que a ela estão conectadas.
Não é por acaso que começamos a campanha falando de Cornélio. Esse centurião romano que tinha muita sede de Deus, ao saber que seria visitado em sua casa por Pedro e outros discípulos de Cristo, tratou de chamar para a reunião seus amigos e familiares. E a salvação que seria para um, multiplicou-se na vida de muitos outros, trazendo ainda mais alegria ao Senhor.
Na casa de Raabe também foi assim. Aquela prostituta de Jericó estava apavorada, assim como todo o povo da cidade, diante da perspectiva de destruição que Israel infundia sobre os povos que estavam em seu caminho. Ela ouvira falar dos feitos daquele exército, mas entendia que tal poder vinha, na verdade, do Senhor.
Ao ser visitada pelos espias enviados por Josué, Raabe viu uma oportunidade de Deus e abriu a sua casa. Ela precisava de livramento e reconheceu naqueles homens enviados do Senhor. Mas ela foi além, teve a atitude de incluir todos os seus familiares naquela bênção. Quando, finalmente, as muralhas caíram (e a casa de Raabe ficava sobre as muralhas), apenas o lugar onde ela morava ficou preservado. Muito mais que o seu patrimônio, porém, essa mulher se esforçou para trazer a todos os que ela amava para aquele lugar de bênção. Diz a Bíblia: “Então, entraram os jovens, os espias, e tiraram Raabe, e seu pai, e sua mãe, e seus irmãos, e tudo quanto tinha; tiraram também toda a sua parentela e os acamparam fora do arraial de Israel” (Js 6:23). Perceba que não apenas seus familiares diretos, mas muita gente daquela parentela foi salva devido à ação e ao apelo dessa mulher.
Obviamente, nem todo mundo que está tendo seu primeiro contato com o evangelho tem a ousadia e a iniciativa de Raabe ou de Cornélio. Por isso, como “semeadores da paz”, precisamos incentivar e insistir para que as pessoas que estamos evangelizando façam o papel de ponte entre nós e o seu círculo familiar e de amizade. Mostre para elas a importância de que repartam a oportunidade que estão tendo com outras vidas, convidando-as objetivamente para virem a uma reunião daquela “casa de paz”.
Uma boa prática, muito útil para este momento, é a dinâmica da “cadeira vazia”. Ela consiste em separar uma cadeira na reunião da “casa de paz” e colar nela os nomes de pessoas que serão convidadas. Isso serve, em primeiro lugar, para fixar todos os participantes no objetivo de convidar aquelas pessoas. Serve também para motivar a oração por elas. Por fim, serve para mostrar aos convidados, quando vierem, que ali há gente cheia de amor, intercedendo por eles. Costuma ser impactante chegar a uma reunião e encontrar uma cadeira com seu nome, como a lhe dizer: “seu lugar já estava reservado entre nós e sua presença era desejada”.
Precisamos também de inteligência estratégica. Há um grande mover de amor sobre a igreja, como nunca sentimos antes e, por isso, já mais de 1620 “casas de paz” foram abertas. E não para de aparecer mais. Isso é maravilhoso! Há pessoas que estão tão movidas por Deus que estão ministrando em várias casas a cada semana. Entretanto, neste momento, creio que precisamos otimizar nosso investimento de tempo. Aos discípulos que não encontraram ainda sua “casa de paz”, incentivamos a continuar buscando, pois não participar desse mover sobrenatural do Espírito é uma decisão equivocada.
Já aos que abriram uma ou mais “casas de paz”, quero incentivar a que o esforço seja feito agora para levar mais gente nova à reunião, ao invés de abrir novos locais. Se esses “semeadores da paz” conseguirem fazer com que seus “filhos da paz” convidem amigos, parentes e vizinhos e se eles próprios, evangelizando, também convidarem mais gente para as reuniões já estabelecidas, teremos encontros motivantes (pois uma reunião com várias pessoas tende a ser mais dinâmica do que uma com poucas) e o esforço despendido será menor, uma vez que num só dia, horário e local muita gente estará tendo contato com a Palavra de Deus.
Obviamente, não devemos perder a chance de compartilhar o amor de Deus com ninguém. Se uma pessoa está sedenta, mas mora longe ou demonstra alguma resistência em frequentar a reunião na casa de alguém que não conhece, é melhor pagar o preço de abrir uma segunda ou terceira “casa de paz” com ela, do que perdê-la.
O que precisamos entender é o seguinte: esse é um momento em que Deus soprou ventos de salvação para uma grande multidão e não podemos perder tempo ou comprometer o nosso esforço. Ninguém deve se acomodar em passar sete semanas investindo numa única vida (ainda que cada indivíduo valha muito para o Senhor e para nós). Até porque sabemos que nem todos os que são evangelizados se convertem... Portanto, encha a casa e pregue a Palavra. Salve mais do que pessoas. Salve famílias!
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