O rebanho com as marcas do verdadeiro evangelho precisa crescer mais do que a falsa igreja. O que precisamos para isso? Líderes de referência, como as varas de Jacó, que ao serem observados, inspirem as ovelhas a reproduzirem segundo o seu padrão.
“Todas as vezes que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas à vista do rebanho nos canais de água, para que concebessem diante das varas.” - Gênesis 30:41
O rebanho de Jacó precisava crescer mais que o do trapaceiro Labão. As ovelhas que dessem crias marcadas seriam suas. As lisas seriam de Labão. Que fez, então o homem de Deus? Tomou varas, cortou-as fazendo marcas nas mesmas e colocou-as nos lugares onde o rebanho bebiam, Resultado: ao verem as varas marcadas, sob o poder de Deus concebiam no mesmo padrão, ovelhas manchadas e assim cresceu o rebanho de Jacó...
Isso no dá uma maravilhosa figura. O rebanho com as marcas do verdadeiro evangelho precisa crescer mais do que a falsa igreja. O que precisamos para isso? Líderes que sejam referência, como as varas de Jacó, que ao serem observados, inspirem as ovelhas a reproduzirem segundo o seu padrão.
No processo de preparo das varas, Jacó “lhes removeu a casca”. Que desafiadora figura! Cascas precisam ser removidas. Para que a “brancura de Cristo” se evidencie em nós, é preciso que nos desvencilhemos da velha natureza. Nossa antiga maneira de viver precisa ser arrancada de nós, como diz a Palavra: “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano” (Ef 4:22).
As cascas também representam estruturas que emperram o mover do Espírito em nossa vida. Muitas vezes elas vêm na forma de tradicionalismo e resistência ao novo de Deus. Outras vezes são desenvolvidas pela amargura e falta de capacidade de superar decepções. Há ainda o problema da superficialidade, da aparência falsa que precisa ser removida para dar lugar a uma vida de verdade em Deus.
Quem não aceita libertação, nunca se tornará referencial de uma multiplicação sadia. Aqueles que não permitem ser desnudados no processo de discipulado, nunca passarão do nível estéril da religião. Sem comer os ázimos da sinceridade e da verdade, não haverá santificação real na vida de ninguém.
O texto também fala que o trabalho de Jacó se revelou “em riscas abertas, deixando aparecer a brancura das varas”. Discipulado pode ser, em alguns momentos, um processo doloroso, em que marcas de um caráter santo são cavadas em nossas vidas. O papel de um bom líder é trabalhar o quanto for necessário para que a brancura de Cristo seja evidente na vida dos seus discípulos. Muitas vezes isso envolve crise e exposição. As “riscas abertas” representam processos do tratamento do Espírito Santo, mudando nosso comportamento e nos aperfeiçoando diante dos homens. Paulo declara: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gl 6:17). Era evidente em sua vida as “riscas abertas”, marcas de sua fidelidade a Deus.
É muito importante que façamos uma avaliação em busca das marcas de Cristo que podem ser vistas em nós. Se as pessoas não conseguem ver mudanças evidentes em nosso comportamento, sinais que nos distinguem de todos os demais homens, não somos ainda referência para ninguém.
O último conceito que essa história bíblica de Jacó e suas varas nos sugere é o de exposição. Diz a Bíblia: “as quais, assim escorchadas (descascadas), pôs ele em frente do rebanho”. Uma vez trabalhadas, nossas vidas não podem ficar escondidas. Varas que trazem o padrão correto precisam ser mostradas. Assumir a responsabilidade da liderança, deixar a vida egocêntrica para estar onde as ovelhas estão e apresentar-nos como modelo a ser observado por elas é fundamental para que o processo da multiplicação e da transferência se estabeleça.
É necessário que se exponha o modelo onde o rebanho está. Se quer encontrar as ovelhas, vá ao lugar onde bebem (hoje temos ovelhas bebendo na internet, na TV, nas casas...). É aí que precisamos ser e levantar líderes de excelência, cujo testemunho cause um choque em suas vidas e direcione sua multiplicação dentro do padrão correto.
Líderes sem expressão de espiritualidade não causam impacto nas ovelhas, e acabam contribuindo para que se multipliquem os "rebanhos de Labão", uma igreja corrompida em sem os sinais da Cruz. Mesmo num ministério sério como o nosso, pode haver varas sem padrão que produzem ovelhas sem padrão. Por isso, precisamos vigiar e descartar modelos equivocados.
A igreja de Labão, da corrupção, do evangelho sem cruz cresce por si só. O Brasil já tem milhões de “evangélicos” que não fazem a diferença. A igreja de Jacó, da promessa, das marcas de Cristo só cresce quando o rebanho tem boas referências. Vamos nos dispor a ser estas varas trabalhadas e expostas no meio do rebanho?
O resultado é automático: “E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias …“ (Gn 30:39). É assim, quando o discipulado acontece através de gente fiel e tratável, que veremos o rebanho do Senhor se multiplicando, como as ovelhas fortes e marcadas de Jacó!
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