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| Os segredos da guerra espiritual |
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Efésios 6:10-20
INTRODUÇÃO
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A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER O TEMA “GUERRA ESPIRITUAL” – Na formação de um discípulo, uma tarefa fundamental é a formação da sua visão. O discipulado tem um objetivo muito definidos: levantar líderes conquistadores que cooperem na expansão do reino de Deus. Ora, isso não é possível a não ser que tenham um entendimento sobre “guerra espiritual”, pois o avanço do reino de Deus não é possível sem o confronto com o reino das trevas. Em outras palavras, o ministério implica no enfrentamento de demônios em vários níveis e é nossa obrigação preparar discípulos habilitados para a conquista.
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VAMOS BASEAR ESTE ENSINO SOBRE UM TEXTO CLÁSSICO REFERENTE A ESTE TEMA – Nesses dez versículos escritos aos efésios, Paulo traz um ensinamento bastante objetivo sobre o assunto. A esse ensino devemos dar atenção especial. “Guerra espiritual” não é um modismo dos nossos tempos, mas um segredo ministrado desde o início da igreja.
- O próprio Jesus deu ênfase a esta realidade – Em seu ministério, uma das coisas mais evidentes e impressionantes era sua autoridade sobre os demônios – ver Mt 12:22-30 – Esse texto já mereceria uma atenção especial da nossa parte, pois ele revela algumas verdades:
- Demônios são a razão principal de todo tipo de degradação humana – vs. 22 – Um homem cego e mudo pela ação demoníaca.
- A autoridade sobre demônios desperta fé no povo – vs. 23 – As pessoas começam a crer em função da operação de autoridade em Jesus.
- O problema de uma liderança que não compreende “guerra espiritual” – vs. 24 – Os fariseus manifestam sua ignorância ao atribuir a Belzebu o que estava acontecendo (tinham uma noção do assunto – talvez mero sincretismo – mas sua visão era distorcida).
- O reino das trevas está unido para subsistir – Jesus indica que há uma “unidade” entre os demônios.
- A grande verdade: demônios expulsos são um sinal do reino (governo) de Deus – vs. 28 – Podemos entender essa declaração de outra maneira: para que o reino de Deus se estabeleça, demônios têm que ser desalojados.
- O detalhamento desta verdade – vs. 29 – Jesus aqui ilustra a dinâmica da guerra espiritual. Há um “dono da casa”, chamado “valente”, seus “bens” (que são o alvo do conflito), “alguém” (que no caso é um conquistador – em textos paralelos descrito como “mais valente”) e uma dinâmica para tirar-lhe os bens ( que é “amarrá-lo” e lhe “saquear” a casa). Parece óbvio que o “valente” no caso são os demônios, o “mais valente” é Jesus (e todos os que com ele ajuntam) e os bens a serem saqueados são as vidas dominadas por Satanás. É importante lembrarmos que toda essa discussão começou com a libertação de um homem. Outro detalhe: segundo Strong, o verbo traduzido como “roubar” ou “furtar” os bens vem de uma derivação que significa “pegar, levar pela força, arrebatar, agarrar, reivindicar para si ansiosamente”. Resumindo: a libertação de vidas implica em enfrentar demônios!
- Uma necessidade de escolher o lado da guerra – vs. 30 – O veredicto de Jesus no final da conversa demonstra que não há opção de ser neutro na guerra. Ou estamos com ele, ou estamos contra.
- Em Efésios 6, Paulo aborda o mesmo tema, sob outros ângulos e de forma mais direta – Vamos estudar esse texto e buscar compreendê-lo sob duas perspectivas: as peculiaridades da guerra que enfrentamos e as atitudes que devemos ter diante desta realidade.
AS PECULIARIDADES DA GUERRA
- A GUERRA ESPIRITUAL É UMA REALIDADE DA QUAL NÃO PODEMOS FUGIR – Não se trata do ministério de alguns ou de uma escolha a ser feita. Todos estamos na guerra e temos que lutar. É a partir desta premissa que Paulo começa a ministrar sobre o assunto.
Ef 6:12a - porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados...
- Uma opção equivocada – Muitos cristãos tentam viver como refugiados sem causa, fazendo escolha pela covardia ou pela omissão, mas a verdade é que, além de não cooperarem com o avanço do reino de Deus, se tornarão reféns do inimigo. A guerra está em curso e estamos no meio dela!
- A palavra é categórica em dizer que “temos” que lutar – Do ponto de vista de Deus, nosso envolvimento ativo na guerra espiritual é uma necessidade.
- NÃO PODEMOS CONFUNDIR O CAMPO DE BATALHA – A guerra se dá numa dimensão espiritual e não natural. Temos que, pela fé, “enxergar” e “penetrar” nos “lugares celestiais”.
Ef 6:12 - porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
- Se errarmos o campo de batalha, nos cansamos, sem obter resultados – Não raramente encontramos crentes esgotados por estar desferindo golpes no alvo errado (briga familiares, irritação anormal, surtos de tentação sexual, perseguição gratuita no trabalho, etc...).
- HÁ UMA IMPRESSIONANTE ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA NO EXÉRCITO INIMIGO – Aqui Paulo amplia o ensino de Jesus. O “valente” é descrito em termos mais complexos, revelado em diversos níveis de ação e autoridade demoníaca.
- Nossa ação precisa ocorrer em diversos níveis – Temos que derrotar desde “soldados rasos”, sem muito poder de resistência, até poderosos “comandantes”.
- Alguns ministérios erram por batalharem apenas num nível – Se ficarmos apenas expulsando demônios de pessoas, teremos uma conquista limitada. Por isso, precisamos desenvolver entendimento e estratégia para fazer guerra em níveis mais elevados, anulando comandos e não só comandados – Ver Lc 10:17-19.
- A hierarquia citada aponta para níveis diferentes de confronto – Embora não tenhamos como fazer afirmações muito detalhadas e absolutas sobre o que significa cada termo usado por Paulo, há coerência em compreendermos da seguinte forma:
- Principados – Segundo Strong, a palavra grega arché (se lê arquê) significa “começo, origem, pessoa ou coisa que começa, a primeira pessoa ou coisa numa série, o líder, a causa ativa”. Entendemos que se trata de espíritos territoriais de alto poder, provavelmente ligados diretamente ao comando de Satanás, que dominam e comandam ações sobre nações ou continentes. O episódio narrado em Dn 10:11-13 reforça esse entendimento.
- Potestades – Segundo Strong, a palavra exousia traduzida em nossa bíblia como potestade traz a idéia de “poder de escolher, liberdade para fazer que se quer, poder de influência, poder de alguém de quem a autoridade e as ordens devem ser obedecidas...” Isso nos induz à idéia de que se trata de espíritos comandantes, mas que talvez atuem numa estratégia específica e não tão ligados a território. Exemplo: potestades de idolatria, de imoralidade, espíritos que comandam a ação de demônios num determinado sentido.
- Dominadores – Possivelmente espíritos que comandam as hostes mais baixas de demônios e determinado lugar ou região.
- Hostes espirituais da maldade – Termo genérico dados a demônios que atuam mais diretamente na vida das pessoas.
- A GUERRA É UMA SUCESSÃO DE BATALHAS QUE OCILAM DE INTENSIDADE – Temos que resistir especialmente no “dia mau”, aqueles momentos em que um confronto direto é deflagrado seja por um avanço da igreja ou por uma tentativa de avanço do inimigo.
Ef 6:13 - Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de haver feito tudo, permanecer inabaláveis.
O reino das trevas não consegue atacar ou resistir por muito tempo – Sua munição é sempre limitada e por isso nossa capacidade de resistência (perseverança) tem que ser desenvolvida e exercitada – Tg 4:7. - Nosso objetivo em cada batalha é “fazer tudo” e “permanecer firme” – Toda batalha deve ter uma conquista em vista ou uma preservação de território, caso a iniciativa seja do império das trevas. Temos que alcançar o objetivo proposto, sem enfraquecer.
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Prs. Danilo e Mônica Figueira
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