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Arte para a glória de Deus
 

“Então a virgem se alegrará na dança, como também os jovens e os velhos juntamente; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e lhes darei alegria em lugar de tristeza.” - Jeremias 31:13

Estamos em tempos de restauração. O Espírito Santo está resgatando por meio da Igreja as coisas que foram roubadas e distorcidas por Satanás. Muitas ferramentas que têm sido usadas para fomentar o pecado começam a trazer e manifestar a glória de Deus.

A arte é um exemplo. Ela nasceu no céu! Você duvida? Conhece, por acaso, um pintor mais hábil que o Senhor? Olhe para o alto numa noite estrelada ou após uma chuva, quando o arco-íris aparece com suas cores irretocáveis... Isso poderá lhe ajudar. Você prefere escultura? Então, contemple o relevo das montanhas e planícies, a beleza do mar ou mesmo a perfeição de cada ser humano criado pelas mãos do Eterno. É realmente preciso ter muita “fé” para acreditar que tudo isto é obra do acaso, de uma explosão inconseqüente, como querem afirmar os ateus, “sábios deste mundo”...
Entre todas as formas de arte, talvez as que mais mexem com o ser humano são a música e a dança.

Não há uma cultura sobre a face da terra que não as enfoque, infelizmente, quase sempre de forma distorcida e pecaminosa. Não é para menos. Satanás conhece os seus segredos desde o céu. Sim, a música e a dança também nasceram no céu, antes mesmo que Lúcifer caísse. A Bíblia, num texto profético em o descreve antes da sua rebelião, diz: “Estiveste no Éden, jardim de Deus.... Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados” (Ez 28:13). Sim, Satanás conheceu profundamente a música e o seu poder antes que o homem existisse. Ele estava cercado de instrumentos e sons no céu e tornara-se um grande especialista no assunto.

Estamos falando de música, mas, e quanto à dança? Teria ela também nascido nos átrios de Deus? Claro! Veja com Isaías e com João a coreografia dos serafins (Is 6:2,3) ou dos vinte e quatro anciãos (Ap 4:10,11) diante do trono... Deus ama a música e a dança! Por isto está ordenado em sua Palavra: “Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas” (Sl 150:4).

Estes elementos estão sendo restaurados na Casa do Pai. É comum entrarmos num templo hoje e percebermos as canções e os movimentos do povo expressando a vida de Deus. Muitos têm sido atraídos ao Senhor por isto.
Mas ainda há misturas. Nossa mente precisa ser renovada para compreender-mos o que é santo e o que é profano. Temos que fazer distinção entre aquilo que agrada a Deus e é usado por Ele e aquilo que apenas satisfaz à carne e pode ser instrumento do Diabo.

Tudo o que tem como motivação projetar o homem não glorifica ao Senhor. Aqui temos um terreno escorregadio. A arte, especialmente a música e dança, têm sido usados por milênios para o mal. Sensualidade, soberba, escravidão, inconseqüência, rebeldia e depressão têm fluído de suas fontes, contaminando milhões e milhões.

Quando pensamos em restauração desses elementos, temos que fazê-lo sob duas verdades: santidade e quebrantamento. Sem este tempero, a dança e a música, assim como qualquer outra manifestação, se tornam profanos diantes do Senhor.

Paulo diz que devemos apresentar os nossos corpos como um “sacrifício vivo, santo e agradável”. Ele chama isto de “culto racional” e em seguida apresenta a neces-sidade de sermos renovados em nossa mente para prestá-lo (Rm 12:1,2). Isso deve nos fazer entender, em primeiro lugar, que nossas expressões físicas (a dança é uma delas) têm que ser banhadas na santidade, têm que fluir da vida de Deus em nós e precisam nascer motivação única de agradar ao Senhor. Para que isto aconteça, temos que ser racionais (sem deixar de ser espirituais). Temos que pensar e entender o que fazemos como culto a Deus.

Há três maneiras de usarmos a música e a dança a fim de que Deus seja glorificado. Entretanto, cada uma delas cabe num determinado momento e não podem ser confundidas. A primeira é como adoração. Ela é ministrada ao Senhor. Não tem nenhum propósito de impressionar ou agradar aos homens. É um instrumento de serviço ao coração do Pai. A segunda é como ministração à igreja. Sim, isto faz parte do culto! Deus fala ao seu povo num culto! Desta forma, quando temos uma música ou dança preparada para transmitir uma mensagem nítida do Senhor ao seu povo, temos aí algo espiritual.

A terceira maneira de usar a arte para a glória de Deus não cabe num culto e deve ser muito bem avaliada. Trata-se da apresen-tação (“show”, em inglês). Seu objetivo é chamar a atenção para o homem ou simplesmente para sua arte. O alvo é mostrar habilidade. Mas como isto pode agradar a Deus? De fato, na maioria das vezes não agrada, a não ser quando usada puramente como uma “isca” evangelística, uma maneira de atrair os perdidos e apresentar-lhes Jesus. Portanto, não faz sentido preparar “shows” para crentes.

Estamos aprendendo. Cada dia mais saberemos fazer diferença entre o que é carne e o que é espírito. Só temos que sondar o nosso coração e sempre indagar: Deus se agradará disto???